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No dia 17 de setembro, o mundo une forças para celebrar o Dia Mundial da Segurança do Paciente. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe um debate urgente e necessário sob o lema “Cuidados seguros durante toda a vida!”: a segurança no manejo e monitoramento de Doenças Não Transmissíveis (DNTs), comumente conhecidas no Brasil por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs).
Para a Afip, a segurança é uma engrenagem que envolve excelência técnica, processos rigorosos e, acima de tudo, o papel central do próprio paciente. Afinal, em jornadas de cuidado de longo prazo, a voz de quem recebe o cuidado é uma das barreiras de segurança mais poderosas de que dispomos.
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), que incluem principalmente doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças respiratórias crônicas, configuram a principal causa de morte no Brasil e no mundo e representam um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Estatísticas globais e nacionais desenham a gravidade do cenário:
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Pacientes com condições crônicas demandam intervenções frequentes, exames periódicos de monitoramento e regimes terapêuticos multifatoriais. É justamente essa exposição recorrente e prolongada aos serviços de saúde que eleva consideravelmente a probabilidade de ocorrência de eventos adversos ou danos evitáveis. Estima-se que 1 em cada 10 pacientes sofra algum tipo de dano durante a assistência à saúde — e cerca de metade desses casos poderia ser prevenida. No tratamento de patologias complexas como o câncer, o risco se acentua: até 1 em cada 3 pacientes chega a apresentar algum evento adverso ao longo da assistência.
Nesse contexto desafiador, as barreiras tradicionais de segurança institucional precisam ser fortalecidas por uma força transformadora: o letramento e o engajamento do paciente.
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Participar ativamente da própria saúde não é apenas um direito; é uma forma de contribuir para a redução de riscos na medicina diagnóstica. Confira cinco atitudes fundamentais para que pacientes e familiares se tornem copilotos em suas jornadas assistenciais:
A segurança diagnóstica se inicia na compreensão. Ao receber um pedido médico para exames laboratoriais ou de imagem, procure entender qual o objetivo daquela investigação. Faça perguntas como: “O que este exame pode mostrar sobre a minha saúde?”, “Existe alguma instrução específica de preparo que devo seguir à risca para evitar recoletas ou variações de resultado?”. Pacientes bem-informados são capazes de identificar eventuais inconsistências antes mesmo do procedimento.
DCNTs exigem monitoramento longitudinal. O diagnóstico tardio de uma descompensação clínica pode acarretar ajustes medicamentosos bruscos ou hospitalizações. Cumprir os prazos e rotinas recomendadas pelo médico assistente garante estabilidade terapêutica e assegura que intervenções clínicas sejam realizadas sempre com base em dados diagnósticos atualizados e fidedignos.
Muitas substâncias (comprimidos, fitoterápicos, suplementos e até vitaminas de venda livre) podem interferir diretamente em exames laboratoriais e de imagem, gerando resultados falso-positivos ou falso-negativos que comprometem a segurança da conduta médica. Ao realizar a sua ficha cadastral ou passar por triagem diagnóstica, declare de forma transparente todos os medicamentos de uso contínuo ou esporádico.
Muitos incidentes de segurança acontecem por falhas na interpretação de instruções pré ou pós-procedimento. Se as orientações não parecerem claras, pergunte novamente. Confirmar se compreendeu o que foi dito é uma das formas mais eficientes de certificar-se de que o procedimento diagnóstico ocorrerá de forma impecável.
Ninguém conhece o seu corpo tão bem quanto você mesmo. No dia a dia do acompanhamento de uma doença crônica, pequenas mudanças físicas ou novas percepções de bem-estar (como uma tontura atípica, fadiga incomum, dor sutil, alteração de padrão ou um mal-estar inesperado) são dados clínicos valiosos. Não hesite em relatar esses sinais na sua consulta ou durante seus procedimentos de monitoramento. Muitas vezes, o que parece um desconforto corriqueiro é o sinal de alerta de que o seu corpo precisa de um ajuste terapêutico ou de uma investigação complementar. Sua sensibilidade e percepção corporal são aliadas diretas do diagnóstico correto e seguro.
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A segurança do paciente não é uma responsabilidade exclusiva do corpo médico; ela se constrói coletivamente em cada detalhe do percurso assistencial. Se você atua no atendimento, na coleta, no processamento técnico de amostras, na enfermagem ou no suporte administrativo, o seu envolvimento ativo é o que torna o sistema resiliente e seguro:
Sua atenção aos detalhes operacionais e sua capacidade de acolhimento são barreiras ativas indispensáveis contra riscos assistenciais.

Para a Afip, a busca pela redução de riscos é uma diretriz de gestão constante. O tema é tratado como agenda estratégica corporativa e se materializa através da atuação contínua do nosso Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).
Operando diretamente no Núcleo Técnico Operacional (NTO), o NSP é encarregado de desenhar barreiras, auditar processos pré-analíticos, analíticos e pós-analíticos, e monitorar sistematicamente indicadores de qualidade e segurança. Mais do que desenhar fluxos, o compromisso do NSP é disseminar uma cultura justa e transparente, assegurando que cada profissional envolvido na jornada diagnóstica esteja apto a prevenir riscos e a acolher o paciente como o parceiro mais valioso desse ecossistema.
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A segurança na saúde não se consolida isoladamente. Ela é o resultado de uma construção coletiva que une a precisão diagnóstica laboratorial, o olhar atento da equipe assistencial e o envolvimento ativo de cada indivíduo assistido.
Ao adotar uma postura de diálogo, curiosidade e protagonismo sobre seu próprio tratamento, você nos ajuda a concretizar a nossa missão de cuidar com precisão e empatia. Que este Dia Mundial da Segurança do Paciente sirva para lembrarmos que cuidar de si também envolve fazer a própria voz ser ouvida.